REFÚGIO: língua bastarda, ensino e identidade

Morgana Maria Pessôa Soares*[1]



resumo: O curso de Português para refugiados (CPR) promovido pela Cáritas em parceria com a Uerj atende cerca de 100 pessoas, entre homens e mulheres de diversas nacionalidades e continentes diferentes. Congoleses e ruandeses dividem a sala de aula com bolivianos e sírios, entre outros O critério usado para acomodação dos estudantes é a língua de comunicação – que nem sempre é a materna. Há três grupos distintos: os que se comunicam em francês, os que se comunicam em espanhol e os que se comunicam em inglês. Os professores são voluntários e os que querem uma participação maior, frequentam o grupo de trabalho formado para a produção dos materiais didáticos que serão utilizados em sala a partir do próximo ano. Este ano, tal material é produzido e escolhido "aleatoriamente" pelos professores em sala. A produção deste material, entretanto, enfrenta alguns desafios, que vão além das próprias dificuldades da Língua Portuguesa, para as quais, adequamos padrões de urgência, tais como o uso dos tempos futuros dos verbos, associando presente e advérbio: Eu vou amanhã! Eu estudo amanhã de manhã! Etc. A verdadeira e maior dificuldade, entretanto, está na adequação dos discursos envolvidos no material às culturas discursivas vividas pelos participantes até então. Além, é claro, das suas duras realidades, e que os trouxeram compulsoriamente ao nosso convívio sob pena de morrer em seus países de origem. Com base na Análise do Discurso de linha francesa e amparada, ainda, pelos estudos identitários, esta pesquisa pretende, a partir de depoimentos dos envolvidos e dos discursos do refúgio, auxiliar na produção destes materiais didáticos, que resultarão num livro a ser utilizado por todas as turmas dos três grupos linguísticos envolvidos e nacionalidades.

PALAVRAS-CHAVE: IMIGRAÇÃO, IDENTIDADE, REFÚGIO, ANÁLISE DO DISCURSO


Considerações iniciais


O objetivo deste artigo é avançar na discussão, propondo considerações ao ensino de Língua Portuguesa para refugiados, objeto de trabalho do projeto de extensão “Português para Refugiados” (PR) do Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, coordenado pela Professora Doutora Poliana Coeli Arantes[2], que tem como principal objetivo o ensino do português como língua não materna para refugiados, acolhidos pala instituição Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, parceira neste projeto. Treze professores voluntários dão aulas para cerca de cem alunos, divididos atualmente em sete turmas, que utilizam como línguas mediadoras o francês, o inglês e o espanhol.


Essas turmas, entretanto, não comportam sempre as mesmas pessoas, uma vez que a movimentação dos alunos é regida pela constante chegada de novos refugiados e solicitantes, bem como pela ausência dos que por este ou outro motivo não podem comparecer a todas as aulas. Por isso, os materiais utilizados não seguem uma linearidade, como veremos adiante, mas atendem à demanda e necessidades imediatas, permitindo a aplicação das atividades didáticas a qualquer tempo e em qualquer contexto.


Além das aulas, que acontecem duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras pela manhã, o projeto PR reúne mestres, doutores, pós-graduandos e professores de línguas uma a duas vezes por mês, com o intuito de discutir e programar o curso e produzir materiais didáticos. Neste grupo, do qual faço parte, pretendemos reunir estes materiais em um livro a ser utilizado no curso a partir de 2017.


O que nos instiga, além da questão humanitária que emerge urgente em nosso tempo, é o reconhecimento de que são pessoas que, independentemente da identidade a elas atribuídas através da língua de acolhimento, precisam se comunicar rapidamente com a sociedade para dar continuidade as suas vidas. Apesar de serem sobreviventes de suas terras natais em conflitos, precisam também sobreviver no nosso país, sobretudo trabalhando. Sem conseguir se comunicar em português, além de todas as barreiras culturais que encontram, precisam enfrentar mais a da língua.

Neste sentido, vale lembrar que a língua materna, na maioria dos casos dos refugiados que chegam ao Rio de Janeiro, é o único bem que trazem e que lhes manterão as boas lembranças de tempos de paz. A psicanalista Caterina Koltai[3] (2013), em seus estudos sobre o trauma decorrente dos deslocamentos forçados, citando J. Hassoun (1993) lembra que:


...a língua materna é a dos prazeres da boca que nos acompanham vida afora, através dos quais entramos em contato com o mundo exterior e simbolizamos o que somos capazes de perceber através da míope neblina de nossa compreensão infantil. Podemos dizer que a língua materna é aquela de uma comida da infância que vem acompanhada por uma palavra incomparável e que pode produzir pertencimento, fruto do reconhecimento. (2013, p. 134)

Chegar a uma terra desconhecida, para onde foi sem querer ir, forçado por uma situação que punha sua vida em risco, deixando para trás a pátria, os amigos, os parentes, bens, enfim, tudo o que se teve, é certamente, um trauma difícil de superar. Mais ainda quando seu único bem trazido, a língua que se fala, deve ser posta em segundo plano, para que se sobreviva mais uma vez.


Língua bastarda


É fundamental lembrar que o refugiado assim está identificado numa situação temporária, ninguém é refugiado para sempre. Ao chegar ao país, o migrante se encontra na condição de indocumentado[4] (ACNUR, 2016), pelo menos até que faça sua solicitação de refúgio que, quando aceita, lhe fornece o status de refugiado, com os direitos inerentes a esta condição. O refúgio é fornecido por um período de tempo, sempre visando uma solução duradoura (ACNUR, 2016), como a integração, a repatriação voluntária ou o reassentamento. Como vemos, estas pessoas que atendemos no projeto PR estão refugiadas no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, em uma situação temporária. Seu desejo maior durante este período é retornar ao seu país de origem, é claro, numa situação de paz. Nenhum deles sabe ao certo o que vai acontecer em suas vidas, se voltarão ou se serão integrados e terão visto de permanência, depois de quatro anos[5]. Percebemos este desejo de retorno, por exemplo, nas palavras de uma refugiada congolesa[6], atendida pelo projeto:


Não temos muito mais tempo para falar sobre isso, mas no meu país tem muita guerra, muitos grupos rebeldes e é muito difícil de ficar lá, porque todo dia muitas pessoas morrem. Todos os dias, no meu país, tem as mulheres que são estupradas, todo dia…O meu país é o país no mundo que tem maior violência contra a mulher. As pessoas no mundo falam que o meu país é a capital do estupro. É uma coisa muito difícil pra gente. Hoje em meu país, ele está usando essa arma. Eu acabei de falar aqui que o corpo da mulher é sagrado e hoje em dia os rebeldes estão usando isso como uma arma, a violência, o estupro. Por isso que as pessoas estão fugindo. Não importa se é para um país rico ou pobre, o importante é sair porque ficar pode significar a morte. (Congolesa-1)


Nas expressões grifadas observamos duas situações: o Congo, apesar de toda a violência, é o país da nossa refugiada, sua nação, onde ela não está porque “é muito difícil de ficar lá”. Não nos esqueçamos que, se para nós, o trecho lido acima é um relato, para ela é lembrança retratada em língua bastarda, na qual, provavelmente, não será possível expressar o todo o horror vivido por ela e seus compatriotas.


Em outro trecho de seu depoimento, esta congolesa nos conta como são as relações entre as mulheres de sua comunidade e os filhos de todas. Diz que não existe, como aqui no Brasil, problemas em bater numa criança e que para ela, é difícil de entender que este ato aqui possa levá-la à cadeia. Em sua comunidade, todas as mulheres são responsáveis pela educação de todas as crianças, podendo agir como for necessário, independentemente de ser ou não a mãe, inclusive bater e colocar de castigo. Algumas estranhezas para as quais procuramos palavras que as signifiquem, mas que nem sempre encontramos, como no caso das relações de parentesco.


Eu não posso falar que aquele ali é o filho do meu irmão, ele é meu filho; a gente são irmãos, vocês são uma família, não tem mais diferença, ela pode ser a filha da minha tia, ela é minha irmã, minha irmã mesmo, de sangue. Eu não posso fazer esta diferença, na África é assim. A gente come junto, a gente se faz os presentes, nossos presentes são, tipo, eu vou procurar um emprego, graças a deus eu consigo um emprego bom, eu to recebendo uma boa salário, então esse salário não é só para mim, esse salário é para nós, quando eu recebo, na minha cabeça eu sei que eu tenho que dividir na família, tenho que dar a pessoa, o que ele precisa, quando ele chega, eu não posso mandar ele embora não. Quando ele chega eu recebe, oferece a comida, a gente come junto. (Congolesa-1)


As diferenças linguístico-culturais entre brasileiros e congoleses são grandes, assim como entre nós e outros refugiados de origens outras, como os sírios, afegãos ou mesmo alguns latino-americanos. Entre eles também. Unidos pela necessidade de aprender o português o mais rapidamente possível, os refugiados enfrentam, ainda, o preconceito e a segregação linguística. Mesmo que sejam formados advogados, médicos etc. em seus países, ainda levará um tempo enorme para que a língua aprendida lhes forneça adequação para o exercício de suas profissões. Num curto prazo e com o que é possível aprender em dois meses de curso, o refugiado, a exemplo de brasileiros com pouco letramento, só conseguem empregos de nível fundamental básico. Como precisam trabalhar para ganhar algum dinheiro, tão logo conseguem um emprego (ou bico) não conseguem mais conciliar os horários de trabalho e curso e deixam de frequentar as aulas.


A maior parte das pessoas atendidas pelo projeto PR vem da África, e desta, a maioria é congolesa. Na República Democrática do Congo (RDC) são falados inúmeros dialetos, variantes do tronco banto. A língua oficial é o francês, mas a maior parte da população, de diversas etnias, se comunica em Lingala (ou Ningala) ou em Kikonco. Mesmo aqui no Brasil, entre eles, é nestas línguas que preferem se comunicar. Àquela língua que, apesar oficial não é a materna nem a preferida de um povo, podemos chamar de bastarda. Porém, a convivência com esta situação de multilinguismo certamente é um ponto favorável para a aquisição do Português pelos congoleses, ainda que a nossa seja para eles, a exemplo do francês, mais uma língua bastarda.


Identidade retalhada


disponível em: https://medium.com/@UNICEF_Portugal/a-crise-dos-refugiados-rohingya-piora-de-dia-para-dia-7be1ffd0a04


O movimento de migração é também um movimento de identidades, uma mudança no paradigma “eu”, como sujeito. O “eu” que enuncia na língua materna não é o mesmo que enuncia na estrangeira, principalmente quando a língua estrangeira sequer foi uma escolha. Muitos africanos que hoje se encontram na condição de refugiados no Rio de Janeiro não escolheram o país para onde ir. Em meio ao desespero da diáspora, qualquer porão de navio que levasse para longe da zona de morte era bem-vindo. Muito só ficaram sabendo que estavam no Brasil ao chegarem aqui. Revuz (2006) nos elucida:


A língua estrangeira não recorta o real como faz a língua materna. Essa constatação que se impõe desde os primeiros momentos da aprendizagem provoca com frequência surpresa e escândalo. Que haja somente uma palavra em russo para dizer braço e perna, que o sol seja feminino em alemão, que os ingleses digam “eu sou frio” e os russos “a mim, 25 anos”, é desconcertante, e muitos são os que ficarão fiéis a suas faltas de gênero ou de sintaxe antes de adotar uma outra maneira de ver as coisas. O que se estilhaça ao contato coma língua estrangeira é a ilusão de que existe um ponto de vista único sobre as coisas, é a ilusão de uma possível tradução termo a termo, de uma adequação da palavra à coisa. Pela intermediação da língua estrangeira se esboça o descolamento do real e da língua. O arbitrário do signo linguístico torna-se uma realidade tangível, vivida pelos aprendizes na exultação... ou no desânimo. (REVUZ, 2006, p. 223)


No caso dos nossos refugiados, que aprendem LP apenas o suficiente para se comunicarem em suas urgências, a mudança paradigmática do “eu”, além de culturalmente traumática, se acomoda na insuficiência de uma provável fossilização da interlíngua, gerando uma variante do Português do Brasil (PB).


A comunicação linguística se realiza através da enunciação. Ao serem capazes de enunciar em PBr, os refugiados adentram a rede rizomática (Cf: Deleuze e Gattari, 1995) da discursividade que assujeita através da língua (Orlandi, 2007). Ao mesmo tempo em que estamos sujeitos à língua, somos sujeitos dela. Se até então, o congolês refugiado era sujeito e assujeitado da Lingala, passa a ser do PB. Entretanto, uma e outra língua são distintas em forma e em formações e práticas discursivas, que aqui entendemos, a primeira como o que pode e deve ser dito dentro de uma dada conjuntura (cf. Charaudeau & Maingueneau, 2004), e a segunda, como a relação entre as formações e as comunidades discursivas que a produzem (Maingueneau, 1997, p. 56) e que são por elas produzidas, em relação de circularidade.


O referido conceito nos permite considerar que a aquisição de uma língua – função que se expressa por intermédio da produção de textos – supõe a inscrição do falante em uma comunidade que será responsável por tal produção e que ganhará legitimidade por meio desses textos que é capaz de produzir e de fazer circular. Tal circularidade é absolutamente desejável quando lidamos com sujeitos cuja marca central é precisamente a de serem refugiados, situação na qual se explicita de modo contundente a indissociabilidade entre o exercício da língua e o direito – a ser conquistado pelo sujeito – de participação como integrante de grupo(s). (ARANTES, DEUSDARÁ e ROCHA, 2016)

Os refugiados, acomodados em suas comunidades[7] formadas, e a partir do CPF, vão consolidando uma variante linguística cujas formações e práticas discursivas estarão em conformidade com suas realidades e lhes resguardarão direitos, na medida em que a partir delas se reterritorializam[8]. Uma reterritorialização presume uma desterritorialização que, no caso dos nossos protagonistas, além de físico-geográfica, também se refere à língua, a partir da qual somos identificados, e, se a língua nos identifica, a perda da língua, que podemos entender como o desuso, acarretará um movimento em nossos pertencimentos. A estes movimentos, Deleuze e Gattari (1996) chamam de subjetividade desterritorializada.


Falando um pouco mais sobre a identidade retalhada, a imagem que se forma é a de uma colagem de fragmentos, alguns trazidos da origem, outros adquiridos nos movimentos de territorialização e desterritorialização, e outros, ainda, emprestados do momento em que se encontra o elemento assujeitado. Tomaz Tadeu da Silva (2013) também menciona a movimentação que produz identidades, referindo-se em especial, às populações em diáspora, chamando de hibridismo identitário o produto subjetivo destas movimentações:


O hibridismo, por exemplo, tem sido analisado, sobretudo, em relação com o processo de produção das identidades nacionais, raciais e étnicas. Na perspectiva da teoria cultural contemporânea, o hibridismo – a mistura, a conjunção, o intercurso entre diferentes nacionalidades, entre diferentes etnias, entre diferentes raças – coloca em xeque aqueles processos que tendem a conceber as identidades como fundamentalmente separadas, divididas, segregadas. O processo de hibridização confunde a suposta pureza e insolubilidade dos grupos que se reúnem sob as diferentes identidades nacionais, raciais ou étnicas. A identidade que se forma por meio do hibridismo não é mais integralmente nenhuma das identidades originais, embora guarde traços delas. (SILVA, 2013, p.87)


Embora guardem traços de suas identidades originais, alguns (incontáveis) fragmentos se perderam no caminho ou ainda se perderão durante o período de refúgio, mas, afinal, quem precisa de Identidade? Suart Hall (2013) é quem nos faz esta pergunta, lembrando que a discussão acerca da identidade vem permeando a modernidade que, se por um lado tece críticas sobre o termo e sobre a própria discussão, por outro amplia cada vez mais as abordagens sobre o tema, por vezes renomeando e atribuindo sua formação a diversos mecanismos. Nós, como já mencionei neste artigo, prefiro associar identidade às formações e práticas discursivas, o que significa dizer que entendemos as identidades não como unidades fixas, mas como lugares de posicionamento de um sujeito assujeitado por meios diversos.


Finalizando


A República Democrática do Congo (anteriormente, Zaire) é um país da África meridional que tem Rwanda como fronteira leste. Esta fronteira, apesar de estar politicamente traçada, não reflete o que a população dos dois territórios aceita. A identidade nacional não tem o mesmo valor que aqui no Brasil, por exemplo. Por lá, é mais significativa a etnia (se é Tutsi ou Hútus na Rwanda e Bantôs, na RDC) do que a nacionalidade, e esta relação identitária é o que causou na década de 1990, ao genocídio de Rwanda, em que mais de meio milhão de pessoas foram mortas brutalmente e outras duzentas mil fugiram, principalmente, para o leste do Congo, intensificando os conflitos em RDC e gerando novos. Por isso, muitos refugiados congoleses que aqui estão, sequer reconhecem o conflito no qual estão envolvidos como sendo seus, mas sim dos ruandeses que, segundo eles se amparam no Congo no presidente congolês Kabila, que é por muitos considerados um ruandês e acusado de fornecer armas aos rebeldes.


Estas pessoas, que hoje acolhemos e identificamos como refugiados congoleses, já vêm, de longa data num processo de desterritorialização e reterritorialização, num incessante movimento de resistência, no mínimo desde que aquela região esteve sob o domínio do Império Alemão, ainda no século XIX, e, posteriormente, entregue à Bélgica, que lhes impôs o francês como língua oficial, em detrimento de todas as outras faladas (muitas ágrafas) por aqueles povos. Assim, entendemos que a língua trazida como único patrimônio cultural estes cidadãos, constitui-se em importante elemento de resistência e deve ser levada em conta na elaboração das atividades do Curso de Português para Refugiados.






Referências

ARANTES, Poliana C., DEUSDARÁ, Bruno, e ROCHA, Décio. Ensino de línguas com refugiados: implicações éticas, políticas e conceituais em tempos de biopoder. Rio de Janeiro: Prelo, 2016;

BAUMAN, Zymunt. Identidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2005;

BRITO, Mari dos R. Dialogando com Gilles Deleuze e Félix Guatttari sobre a ideia de subjetividade desterritorializada. Revista Alegrar, nº 9. 2012. Disponível em: <http://www.alegrar.com.br>. Acesso em 02/03/2016;

CHARAUDEAU, P. & MAINGUENEAU, D. Dicionário de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto, 2012;

CUNHA, Maria Jandira C. et al. Migração e Identidade: olhares sobre o tema. São Paulo: Centauro, 2007;

DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34. 1995-1997;

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Lamparina, 2015;

KOLTAI, Catarina. Traumas decorrentes dos deslocamentos forçados. Revista Diversitas, n• 1, 2013. Disponível em: <http://diversitas.fflch.usp.br> Acesso em 05/05/2016;

LARA, Glaucia P. e LIMBERTI, Rita P. (orgs). Discurso e Desigualdade Social. São Paulo: Contexto, 2015;

MAINGUENEAU, D. Novas tendências em análise do discurso, Campinas: Pontes, 1997;

MEMMI, Albert. Retrato do Descolonizado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004;

REVUZ, Christine. A língua estrangeira entre o desejo de um outro lugar e o risco de exílio. In. SIGNORINI. Inês. Lingua(gem) e identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado. Campinas: Mercado das Letras, 1998.

SAMPAIO, Simone S. Foucault e a resistência. Goiânia: Editora UFG, 2006;

SILVA, Tomaz Tadeu (org). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2013;


Eletrônicos:

Alto Comissariado da ONU para refugiados (ACNUR). Disponível em: <http://www.acnur.org>. Inúmeros acessos em 2015 e 2016;

Instituição CÁRITAS Arquidiocesana. Disponível em: <http://www.caritas-rj.org.br>Inúmeros acessos em 2015 e 2016;


NOTAS: [1] Doutora em Linguística, ênfase em Análise do Discurso (AD), pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Orientada pelo Professor Doutor Bruno Deusdará. [2] Professora Adjunta de Língua e Literatura Alemã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e professora da pós-graduação em Letras na mesma instituição. Licenciada em português/alemão, mestre e doutora em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais, com experiência em ensino de língua portuguesa como língua não materna na Friedrich-Schiller Univerität Jena, Alemanha e bolsista CAPES/DAAD de doutorado sanduíche na Albert-Ludwigs-Universität Freiburg. Coordenadora do Projeto de Extensão “Português para Refugiados”, inscrito no Departamento de Extensão da UERJ. [3] Socióloga, psicanalista, mestre em sociologia pela Sorbonne e doutora em psicologia clinica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É professora da graduação e pós-graduação da faculdade de ciências sociais da Puc-SP., autora do livro psicanálise e política: o estrangeiro, pela editora escuta. [4] Situação ilegal, se persistente. [5] Tempo necessário de residência no Brasil para um estrangeiro solicitar permanência no país. [6] Omiti o nome da refugiada para preservá-la. [7] No Rio de Janeiro, o bairro Brás de Pina é endereço de uma grande população congolesa. [8] O conceito de territorialidade está expresso em Deleuze & Gattari, 1996.

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